Dicas de decoração em apartamentos alugados

Atualmente, por inúmeros motivos, nota-se uma crescente preferência por aluguéis, dessa forma, a ideia de alugar um imóvel tornou-se mais vantajosa e mais atraente do que comprar. No último post apresentamos a importância do espaço na qualidade de vida, e mesmo que o imóvel não seja comprado, não significa que você não possa morar bem e decorá-lo do jeito que mais lhe agrada. Assim sendo, listei 11 dicas para vocês.

1-Móveis tamanho padrão!

Considero essa recomendação a mais importante. Dessa forma, o uso de tais mobílias previnem o stress de não conseguir encaixá-los ou ter que morar em um local amontoado.

2-Pinturas, adesivos e papéis de parede!

As paredes fazem total diferença por mais simples que possam parecer! Atualmente o mercado nos oferece uma infinidade de materiais, então o céu é o limite para a sua criatividade. Pinturas geométricas, degradê, texturizadas, epóxi (para áreas molhadas, como cozinha e banheiros), tintas de lousa, papéis de parede ou mesmo adesivos, são alguns exemplos.

3-Pisos

Com certeza é uma das maiores dificuldades que as pessoas possuem. Para isso recomendamos o uso de tapetes ou até mesmo o uso de pisos vinílicos, que são de fácil instalação. Neste último caso, recomendo uma negociação de bem feitoria.

4-Iluminação

Procure preferencialmente por opções de iluminação indireta (abajures, luminárias de piso, entre outros), já na laje recomendo luminárias de sobrepor com fiação aparente, eletrocalhas ou trilhos.

5-Funcionalidade

Prefira um mobiliário que não seja fixo e atenda às necessidades da sua rotina. Deixe um bom fluxo de circulação e tente não aglomerar utensílios volumosos que não tenham tanta utilidade, essa dica vale principalmente para apartamentos menores.

Também podemos atribuir outras funções para móveis já existentes: uma cadeira pode ser útil como mesa de apoio, por exemplo.

6-Nichos, estantes e prateleiras

Opte por armazenar os objetos em nichos ou prateleiras, são versáteis e apresentam uma enorme mobilidade de instalação.

7-Objetos de decoração

Invista em objetos de decoração que representam sua personalidade. Identificar-se com o espaço é fundamental para a sensação de conforto.

8-Biombos

Biombos são excelentes soluções para separar ambientes, sem precisar levantar paredes de dry-wall ou alvenaria.

9-Plantas

Não esqueça que os verdinhos são super importantes para nosso bem estar. Se a falta de tempo é uma preocupação aproveite para adquirir suculentas ou cactos, por exemplo, que são plantas de fácil manutenção!

10-Adegas e cantinho do café

Hoje em dia existe uma infinidade de adegas portáteis no mercado, apresentando diversas dimensões. Que tal aproveitar aquele cantinho inutilizado para uma adega ou uma copinha?

11-Organização

Uma casa organizada reproduz inúmeros benefícios: expansão do foco para atividades diárias; favorecimento da criatividade; diminuição do stress; elevação dos níveis de serotonina, que provocam sensação de bem-estar; e promoção de maior convívio familiar e desejo de permanência no local, etc. Sendo assim, invista tempo na limpeza e na organização.

” A arquitetura tem o seu espaço de existência. Encontra-se numa ligação física especial com a vida. No meu ponto de vista, inicialmente não é mensagem nem sinal, mas invólucro e cenário da vida, um recipiente sensível para o ritmo dos passos no chão, para a concentração do trabalho, para o silêncio do sono.”

Peter Zumthor

O ambiente e o nosso humor, neuroarquitetura

Você já deve ter percebido que ambientes são capazes de afetar nosso humor e, consequentemente, nosso comportamento. Surge então o conceito de neuroarquitetura, ou seja, o estudo de como nós percebemos o espaço. Tal compreensão se faz indispensável para entendermos como potencializar aspectos positivos e assim, melhorar nossa qualidade de vida, tornar o comércio mais atrativo ou mesmo potencializar nossa produtividade e aprendizado, por exemplo. São inúmeros os benefícios e o objetivo maior é aperfeiçoarmos as relações humanas e o modo de vida.

Sarah Williams Goldhagens afirma que 90% das cognições são inconscientes, por essa razão os espaços transformam nossas ações sem nem nos darmos conta. Estabelecimentos comerciais utilizam de forma perceptível, ou pelo menos deveriam utilizar-se de técnicas para atração de vendas. Dessa forma, como profissional, o arquiteto deve pensar não apenas em fluxos e dimensões, mas sim em todo o processo de vendas, na percepção espacial do público alvo e, inclusive, no diálogo com a identidade visual da marca. Por essa razão se torna necessário um bom levantamento de informações, o que denominamos briefing, para então darmos sequência a um projeto único e personalizado.

Na extensão urbana, essas influências tomam proporções bem maiores no corpo e na mente. Edifícios dinâmicos são capazes de atrair a permanência e espaços naturais podem interferir diretamente na saúde do homem.

Nossa casa tem se tornado nosso refúgio nesses últimos meses e você deve ter notado como são importantes as sensações de acolhimento, segurança e conforto.

A casa deve ser um ambiente que externalize sua personalidade acima de tudo, conte quem você é. Estimular os sentidos bem como escolher as cores certas (tons neutros e terrosos), explorar as iluminações naturais e artificiais (quentes), atentar-se para o conforto acústico e elementos naturais e manter a organização em dia são aspectos que estimulam a tranquilidade.

“A casa, a nossa casa, o sítio onde vivemos, é um local emergente. É como se estivesse a ocorrer um retorno dialético à fase pré-industrial.”

Alvin Toffler (1928-2016)

Desse modo, podemos concluir que a neuroarquitetura mostra-se uma cultura em ascensão, cujo principal foco gira em torno da essência do homem. A presença do profissional proporciona um trabalho personalíssimo, onde a relação cliente e arquiteto compreende, ao mesmo tempo, a individualidade e as relações humanas. Assim percebemos a indispensabilidade de um projeto bem executado.

The academy of neuroscience for Architecture, ANFA, AS, Califórnia sugeriu algumas leituras para quem quer se aprofundar no assunto.

http://www.anfarch.org/research/hay-research-grant-program-eberhard-fellowship/

Abaixo seguem outros dois links para quem quiser saber um pouco mais:

https://www.archdaily.com/876465/how-architecture-affects-your-brain-the-link-between-neuroscience-and-the-built-environment

https://www.bbc.com/future/article/20170605-the-psychology-behind-your-citys-design

Texto escrito por Giovanna Grazziotin.